Segundo domingo da QUARESMA - 2016

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Neste segundo domingo da Quaresma, encontramos o episódio da Transfiguração de Jesus (Lucas 9,28-36). A transfiguração é uma amostra – podemos dizer – da vida gloriosa de Cristo - Ressuscitado. Os apóstolos tinham recebido o anúncio da paixão e morte de Jesus. E viviam assustados dentro do quadro de contradições a que estavam expostos ao redor do Mestre, até culminar na sua condenação à morte. Para que a fé destes discípulos não ficasse abalada e não morresse sua esperança na vida eterna prometida por Jesus, Ele quis lhe dar uma demonstração da seriedade de suas promessas. Houve, então, esse grande quadro da glória que Pedro teve o privilégio de contemplar no alto da grande montanha. Essa montanha é o tão falado Monte Tabor segundo a mais consistente tradição, embora alguém pudesse pensar também o Hermon. Com Pedro estavam Tiago e João – a igreja- e mais Moisés e Elias – a Lei e os Profetas. As mais valiosas testemunhas.

O quadro evangélico é como nós o conhecemos por antiga familiaridade com o Evangelho. Tendo como fundo de cena o céu ainda escuro da madrugada, Jesus transfigura-se diante dos olhos dos apóstolos. Seu rosto tornou-se brilhante como o sol, e suas vestes, alvas como a neve. Nenhuma lavadeira de terra seria capaz de fazê-las mais brancas. Uma nuvem luminosa, sinal bíblico da presença de Deus, os envolveu a todos. E apareceram Moisés e Elias conversando com Jesus sobre sua partida, que iria acontecer em Jerusalém. Do meio da nuvem ouviu-se uma voz que dizia: “Este é meu filho o Eleito, Escutai-o”. A alegria de todos foi tão grande, que Pedro exclamou, sem saber o que dizia: “Senhor, é bom ficarmos aqui; façamos três tendas, uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Quando a visão desapareceu, desceram do monte, e Jesus lhes disse que nada contassem a ninguém, até que acontecesse a Ressurreição.

Estamos vivendo intensamente a quaresma, momento especial, em que experimentamos um clima de grande sensibilidade aos apelos de Deus e aos clamores da vida presente. Dentro desse contexto de viver os apelos de Deus, a Igreja, em todo o território nacional, promove e celebra a Campanha da Fraternidade Há quase quatro décadas, a Igreja vem realizando a Campanha da Fraternidade cujo objetivo é educar e evangelizar o povo brasileiro. Proclamemos a ideia de que a vida e a dignidade das pessoas estão acima de qualquer coisa. “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”. (Jo10, 10)

Pe. Raimundo Neto
Pároco de São Vicente de Paulo