Paróquia de São Vicente de Paulo

Décimo segundo domingo do tempo comum - 2016

 

O evangelho que ouvimos neste domingo é o de Lucas 9,18-24; ele constitui uma composição unitária dividida em três partes consecutivas: a) A profissão de fé messiânica por parte de Pedro; b) O primeiro anúncio da paixão, morte e ressurreição por parte de Jesus; c) As condições para o seguimento de Cristo.

 

Primeiro de tudo, nós sentimos neste evangelho uma pergunta muito pessoal de Jesus: Quem sou eu pra você? Somente para um amigo se faz a pergunta que hoje pessoalmente Jesus faz a cada um de nós. Para respondê-la é preciso ter três condições: 1ª) Pôr-se em momento de oração; 2ª) Conhecer pessoalmente a Jesus, isto é, partindo da experiência da fé, 3ª) Segui-lo amorosa e abnegamente, como disse Jesus n final. A pergunta sobre Jesus é única e fundamental, porque é a pergunta sobre nossa própria identidade cristã. Não é a mesma coisa saber algo sobre Jesus através da História. Não é a mesma coisa que conhecê-lo pessoalmente, como a um amigo; somente assim se pode alcançar o íntimo de uma pessoa. Um mestre de espírito, o mais importante é a doutrina; mas isto não é o caso de Jesus. O mais atraente e ao mesmo tempo, o mais desconcertante do mistério de sua pessoa é que ele vive hoje como ontem, vive em cada época da História, vive em cada ser humano, no mundo, na Igreja, no cristão, em mim e em você. Por isso a pergunta de Jesus, não perdeu sua atualidade: Quem sou para você neste momento de sua vida? A figura de Jesus vivente é extraordinária, fora do comum, completa, rica, única e original, por ser Deus – homem ou homem – Deus.

 

Jesus Cristo não é uma recordação histórica. É muito importante perceber Cristo como é na realidade: não uma figura do passado que viveu na Palestina há vinte e um séculos, mas uma pessoa dos dias hoje, viva próxima de nós e amigo pessoal nosso. O Jesus de nossa fé é o Senhor ressuscitado, centro da História humana e salvação de Deus para o homem e o mundo atuais. Esta é a razão de nossa fé e o fundamento de nossa esperança. Por isso o seguiu a autêntica aristocracia da humanidade constituída por Maria, José, os apóstolos, os mártires, os santos e tantos milhões de homens e mulheres crentes que, peregrinos de Deus buscam a verdade e têm fome e sede de justiça.

 

Jesus é aquele que não se circunscreve ao templo e à prática religiosa e cultural, mas é o que penetra e transforma, a partir da fé e da pessoa daquele que o segue, todos os setores de sua vida: o amor e a família, o trabalho e a economia, a cultura e os relacionamentos sociais para superar todas as situações de marginalização, desamor e pobreza. É necessário um encontro forte, pessoal e comunitário com Jesus, para fazer com Pedro uma profissão de fé diante de Jesus, aquele que é nosso salvador, fonte inexaurível da nossa verdadeira felicidade.

 

Pe. Neto
Pároco de São Vicente

Mensagem

...Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

Este é o primeiro e grande mandamento.

E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo...

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