Paróquia de São Vicente de Paulo

Vigésimo Sétimo Domingo do Tempo Comum Ano A - 2017

 

O evangelho de hoje é o de Mateus (21,33-43). A lição extraída dele está inserida no contexto do capítulo 21, que nos mostra o grande confronto de Jesus com as autoridades do poder religioso e ideológico. Jesus se mostra desanimado de esperar que os corações dos fariseus e escribas se amolecessem, que seus ouvidos se abrissem. O que ele encontrou foi rejeição. Eles, os fariseus e escribas, não quiseram crer; por isso, Jesus conta a parábola dos vinhateiros homicidas, conhecida também como a Parábola da rejeição, a mais dura e radical de todas. Encontramos esta parábola nos três evangelhos sinóticos: Mateus 21; Lucas 20 e Marcos 12. Esta parábola é a síntese da história da salvação. Ela se inicia falando da vinha – uma plantação de uvas. Faz-nos lembrar o Antigo Testamento – Isaias 5, Oséias 10, Jeremias 2, Ezequiel 15 e o Salmo 80. Israel não fez frutificar, não cuidou da vinha, não produziu frutos da justiça. Entregam a vinha aos lavradores; estes agarraram os empregados (profetas), bateram, apedrejaram e mataram alguns. Entregaram também o filho do dono (Jesus Cristo) e fizeram o mesmo: rejeitaram-no. Por fim o dono tira a vinha (Reino) e entrega aos outros: pescadores, cobradores de impostos e pagãos. Deus abre as portas a um novo povo.

 

A ideia central da parábola bíblica deste domingo é a transferência do Reino de Deus a seu novo povo, a igreja, que Jesus fundamentou como pedra angular, um povo que produz frutos bons para Deus. Jesus inaugurou a sua nova vinha- o Reino de Deus, e entregou-o em nossas mãos. Nós somos responsáveis pelo avanço ou pelo atraso, recuo do Reino de Deus.

 

Uma pergunta que nos vem diante de Jesus: quais são os frutos que nós, cristãos, estamos produzindo? São frutos bons de justiça, amor, solidariedade ou frutos azedos: de egoísmo, individualismo, indiferença? Cada um procure refletir diante da palavra salvadora de Jesus.

 

Mensagem: Ainda hoje, vivemos num contexto de grande violência. Mata-sedas mais diversas maneiras e com maior a facilidade. Existem muitos porquês para explicar estes fatos lamentáveis. Entretanto, de uma maneira simples e profunda, poderíamos dizer que o maior porquê consiste em a humanidade haver perdido o sentido da vida, que procede de Deus, em todas as criaturas. Perdido este referencial básico, tudo pode acontecer. Foi o que aconteceu com o Cristo, que antecipadamente previa sua morte: “veio para o que era seu e os seus não o receberam”. Seu próprio povo esquecera-se da sua origem e da sua missão. É urgente buscar meios para que a nossa sociedade descubra sua origem comum, no mesmo Pai, e sua missão fundamental de amor a Deus e ao próximo.

 

Um ótimo domingo à todos!

 

Pe. Raimundo Neto
Pároco de São Vicente de Paulo

 

Mensagem

...Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

Este é o primeiro e grande mandamento.

E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo...

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